Amor em Tempos de Guerra



Ele prometeu dar-lhe o maior amor de todos, ele disse que nunca ia abandoná-la, mas ele não teve escolha, seu país fora atacado por forças inimigas e ele foi convocado para servir seu país.
Quando ela soube, não quis acreditar, o único homem a quem amou poderia ser morto por alguém a quem seu amado nunca fez mal.
Ele dizia “Meu bem eu voltarei!”, mas ela sabia que aquilo nunca aconteceria, seus sonhos estavam perdidos. Ela entrou em depressão, chorava todos os dias e rezava para que aquilo fosse mentira, mas infelizmente era verdade.
No dia da partida, ambos esperavam apreensivos, ele jurava a ela que não iria morrer e que voltaria e teria filhos e faria uma casa para envelhecer ao seu lado, enquanto ela só concordava, mas no seu íntimo chorava e se arrependia de não ter vivido mais ao seu lado, lembrou-se dos beijos e carícias, das jurar de amor e de todos os sonhos que construiriam juntos. “Tudo acabou” pensava ela. E ele em seu íntimo dizia “Eu sou um homem de palavra, cumprirei minhas promessas!”
Enfim chegou o seu transporte, eles se beijaram assim como muitos casais que ali se encontravam, ela chorou em seu ombro e lhe entregou um colar pra que sempre lembrasse dela, ele o pegou beijou-a novamente e partiu.
Na guerra todos rezavam para que não houvesse amanhã e toda aquela dor acabasse de vez, colegas que se tornaram irmãos, amigos que seriam felizes, uns viam os outros terem mortes dolorosas, e não queria chegar ao mesmo ponto. Ele por outro lado pensava nela o tempo todo e não queria morrer, em todas as batalhas obtinha sempre o melhor desempenho. As cartas que ela mandava eram reconfortantes e recarregavam suas energias. Ele preocupava-se por tê-la deixado sozinha. Ele não se importava mais com as mortes dos outros, só importava-se em voltar vivo.
Enquanto isso ela pensava em casa, porque devíamos lutar uma guerra sem sentido, almas inocentes que morrem todos os dias, pessoas que nem se conhecem e se odeiam por ‘amor a pátria’. Ela lamentava todos os dias por isso, e rezava incessantemente par que ele voltasse vivo.
Então finalmente houve um dia em que ele foi atingido na perna, tiveram que amputar e só então ele pôde voltar pra casa. O reencontro foi lindo, mas ele lamentava ter deixado tantos companheiros a mercê do inimigo, porém a única coisa que ele soube dizer foi:
- Eu sou um homem de palavra.

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